NeuroScore - Top 10 Femininos Importados

Apresentamos o primeiro estudo da Belsense utilizando a metodologia do NeuroScore para avaliar os dez perfumes femininos importados mais vendidos no Brasil.

Equipe Belsense

6/1/202626 min read

O mercado de perfumaria é um dos mais emocionais, competitivos e estratégicos da indústria de bens de consumo. Todos os anos, milhares de novos perfumes são lançados no Brasil, mas apenas uma pequena parcela atinge sucesso comercial consistente. Até hoje, grande parte dessas decisões é baseada em tendências, intuição criativa e testes sensoriais tradicionais. A BelSense Neurotechnology apresenta ao mercado uma ruptura nesse modelo: o NeuroScore, o primeiro estudo brasileiro que identifica, de forma objetiva e científica, o padrão neurossensorial associado ao sucesso de vendas das fragrâncias mais consumidas do país. Este é um avanço inédito na aplicação da neurociência ao desenvolvimento e validação de perfumes.

1. INTRODUÇÃO

Introdução à Neuroperfumaria: Bases Científicas e Aplicações no Mercado de Fragrâncias

A Neuroperfumaria surge como um campo inovador que integra princípios da Neurociência com a arte da perfumaria, permitindo uma compreensão mais profunda de como cada composição olfativa influencia o cérebro humano e, consequentemente, o comportamento do consumidor.

Em essência, trata-se de uma abordagem científica que explora as respostas emocionais, cognitivas e fisiológicas evocadas por fragrâncias, com o objetivo de prever o sucesso de produtos no mercado. Diferentemente da perfumaria tradicional, que se baseia em composições olfativas intuitivas, a Neuroperfumaria utiliza dados neurobiológicos para avaliar e até mesmo criar fragrâncias que não apenas agradam, mas também ativam mecanismos inconscientes, como memórias afetivas e motivações emocionais, proporcionando uma vantagem competitiva para marcas de perfumes. Esse campo emergente reconhece que o olfato é o sentido mais diretamente conectado ao sistema límbico – a região cerebral responsável por emoções, memórias e comportamentos instintivos – o que explica por que uma fragrância pode evocar sensações de bem-estar, nostalgia ou excitação sem que o indivíduo perceba conscientemente o processo.

As bases científicas da Neuroperfumaria ancoram-se em avanços da neurociência olfativa, que demonstram como os odores são processados de forma única no cérebro. Ao contrário de outros sentidos, como a visão ou audição, que passam por filtros corticais mais complexos, o olfato envia sinais diretos ao bulbo olfativo e, subsequentemente, ao sistema límbico, incluindo estruturas como a amígdala e o hipocampo. Isso permite que fragrâncias desencadeiem respostas emocionais rápidas e profundas, influenciando a percepção de prazer, relaxamento ou energia. Estudos revelam, por exemplo, a existência de três loops de feedback olfativos no cérebro, que modulam a percepção sensorial e afetam a criação de perfumes, combinando dois tipos de processamento: o sensorial direto e o cognitivo associativo. Pesquisas em neuromarketing, como as divulgadas por Martin Lindstrom, destacam que cheiros podem superar estímulos visuais ou auditivos na atração de consumidores, pois marcam memórias de forma subconsciente, evocando sensações de aconchego ou desejo. Além disso, experimentos sensoriais demonstram correspondências entre o olfato e outros sentidos, como a visão: certas fragrâncias florais são associadas a cores suaves e formas arredondadas, enquanto notas amadeiradas evocam tons quentes e estruturas angulares, ajudando designers a alinhar embalagens com expectativas emocionais. Essa integração multissensorial é suportada por evidências de que humanos discriminam centenas de odores, mas sua percepção varia individualmente, influenciada por personalidade, experiências passadas e fatores neurobiológicos como a motivação e a estética.

No contexto prático e orientado ao mercado, a Neuroperfumaria oferece aplicações diretas para perfumistas, executivos de marketing, investidores e donos de casas de fragrâncias, permitindo prever o sucesso de vendas com base em determinantes individuais de preferência. Por meio de ferramentas como análises sensoriais e neuroimagem, é possível mapear respostas emocionais inconscientes a um perfume, identificando associações olfativas que impulsionam compras através da funcionalidade de suas formulações. Por exemplo, fragrâncias projetadas para ativar sensações de felicidade ou calma, podem ser personalizadas para nichos específicos, como perfumes que melhoram o sono ou energizam, atendendo à crescente demanda por produtos que promovem bem-estar. Isso se alinha com estratégias de neuromarketing olfativo, onde lojas utilizam identidades olfativas para criar memórias duradouras, aumentando a fidelidade e o tempo de permanência dos clientes, o que por sua vez, eleva as vendas.

No varejo, empresas como as analisadas em estudos brasileiros, incluindo marcas de moda, empregam criações olfativas personalizadas para gerar valor e diferenciais de mercado, com resultados que mostram maior intenção de compra quando uma fragrância projetada no ambiente evoca emoções positivas.

A relevância para o mercado é evidente: em um setor global de perfumes, que movimenta cerca de 80 bilhões de dólares, como parte do mercado de consumo global, mercado esse onde, segundo estudos da IXP Group, 75% dos novos produtos lançados fracassam, a Neuroperfumaria torna-se um caminho indispensável para proporcionar uma avaliação mais precisa de sucesso, reduzindo riscos de lançamentos fracassados ao considerar fatores como a neurobiologia da motivação e a personalidade do consumidor. Marcas que adotam essa abordagem, como aquelas explorando neurocosméticos, ganham posicionamento premium, co-criando narrativas de bem-estar baseadas em transparência científica, o que atrai investidores interessados em inovação sustentável. Assim, ao transformar dados cerebrais em estratégias de fragrâncias, a neuroperfumaria não só inova a indústria, mas também capacita líderes a conquistar espaços duradouros na mente dos consumidores, impulsionando crescimento e competitividade.

Sobre o Neuroescore

O NeuroScore é um estudo pioneiro criado pela Belsense NeuroTechnology baseado na coleta e análise de dados neurossensoriais de consumidores expostos às principais fragrâncias do mercado brasileiro. Utilizando neurociência aplicada, o estudo mensura reações emocionais inconscientes geradas pelas fragrâncias. Esses dados são, então, convertidos em um score padronizado, que representa a propensão de sucesso comercial de cada perfume. Quanto maior o NeuroScore, maior o potencial daquela fragrância de performar bem em vendas — com base exclusivamente nas respostas neurossensoriais do consumidor, sem interferência de marca, embalagem ou comunicação.

O Neuroescore é baseado na combinação nos indicadores previamente apresentados para resumir através de uma métrica única e padronizada qual a propensão de um perfume a ter sucesso de mercado. Para tanto, utiliza-se como referência os resultados dos perfumes importados com maior índice de vendas no Brasil, que se tornam referências para criações nacionais, para estabelecer um parâmetro comparativo que leva em conta os aspectos neurosensoriais e psicográficos da fragrância de maneira pura, isto é, sem a influência de fatores externos como a embalagem, marca, química da pele e preferências individuais. O NeuroScore varia de 1 a 5 e, quanto mais alto, maior o potencial de vendas do perfume.

2. METODOLOGIA E ESCOPO

2.1 Objetivo da Pesquisa

Avaliar o potencial de sucesso comercial de novos perfumes através de análise psicofisiológica e comportamental, comparando-os com 10 fragrâncias líderes de mercado no Brasil.

2.2 Processo de Recrutamento

2.2.1 Critérios de Inclusão

Critérios Demográficos:

  • Idade entre 25 e 35 anos

  • Residentes na Grande São Paulo há pelo menos 2 anos

  • Classificação socioeconômica A, B ou C (Critério Brasil ABEP)

  • Distribuição por gênero para coletas para perfumaria feminina e masculina. Perfumes compartilháveis devem ser avaliados nos dois grupos.

Critérios Comportamentais:

  • Uso regular de perfumes (mínimo 3x por semana)

  • Compra de perfumes nos últimos 12 meses (mínimo 1 unidade)

  • Interesse em experimentar novas fragrâncias

  • Disponibilidade para sessão de 2,5 horas no laboratório

Critérios de Saúde:

  • Ausência de anosmia ou hiposmia (teste de triagem olfativa)

  • Sem histórico de alergias severas a produtos cosméticos

  • Ausência de condições neurológicas que afetem EEG

  • Ausência de condições cardiológicas que afetem PPG

  • Ausência de condições autonômicas que afetem GSR

  • Não usar medicamentos que possam influenciar os dados fisiológicos

2.2.2 Critérios de Exclusão

Exclusões Profissionais:

  • Funcionários da indústria de perfumes/cosméticos

  • Profissionais de marketing ou pesquisa de mercado

  • Parentes de funcionários de empresas concorrentes

Exclusões Comportamentais:

  • Participação em pesquisas de perfumes nos últimos 6 meses

  • Uso exclusivo de uma única marca de perfume

  • Rejeição completa a testes de fragrâncias

Exclusões Médicas:

  • Ser fumante

  • Ter alergias, rinite, resfriados ou qualquer condição de saúde que prejudique a capacidade olfatória.

  • Gravidez ou amamentação

  • Estar no período menstrual

  • Uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos

  • Condições dermatológicas que impeçam uso de eletrodos

  • Claustrofobia ou ansiedade em ambientes de laboratório

2.3. Materiais e procedimentos

Questionário de perfil amostral

Previamente à coleta de dados no laboratório o participante preencheu um questionário, com perguntas relacionadas ao seu perfil sócio-demográfico, padrão de consumo de fragrâncias e personalidade.

Medidas fisiológicas

Para coleta de dados eletroencefalográficos foi utilizado um equipamento de 32 canais de solução salina, com taxa de amostragem de 128 Hz. Para coleta de dados de frequência cardíaca será utilizado um equipamento de fotopletismografia e para avaliar os níveis de eletrocondutividade cutânea serão utilizados sensores nos dedos indicadores e médio, também com taxa de aquisição de 128 Hz. O software utilizado para coleta experimental foi o EventIDE.

Apresentação dos estímulos

Foram selecionados 10 perfumes femininos importados, líderes de vendas no mercado brasileiro:

Os perfumes foram apresentados em ordem aleatória posicionadas de 1 a 3 cm do nariz da pessoa utilizando fitas olfativas. As gravações serão realizadas com olhos fechados, em três fases de 30 segundos:

  1. Gravação do estado fisiológico basal, sem nenhum estímulo (linha de base);

  2. Gravação enquanto a pessoa cheira o perfume e

  3. Gravação sem nenhum estímulo 30 segundos após a olfação, de acordo com o fluxograma a seguir:

Condições ambientais

Ambiente bem ventilado, iluminado, sem cheiros, quieto sem estímulos visuais, olfativos ou auditivos que possam influenciar as respostas dos participantes.

2.4. Macro-indicadores

Apresentamos a seguir os macro-indicadores utilizados nesta pesquisa e na ponderação do Neuroscore. Cada um destes macro-indicadores são compostos por dois ou mais indicadores avaliados na pesquisa. Os indicadores são divididos em medidas relacionadas à resposta psicofisiológica da fragrância, que consiste nos principais resultados comparativos do relatório, e medidas relacionadas à amostra/público.

1. Resposta Emocional

A resposta emocional representa uma reação multidimensional do indivíduo a estímulos ambientais, tais como perfumes. Este modelo permite uma representação mais precisa e específica das experiências emocionais humanas, superando as limitações dos modelos categóricos tradicionais ao possibilitar que diferentes emoções sejam mapeadas em um espaço contínuo, onde cada resposta emocional específica pode ser localizada através da combinação única de suas dimensões.

2. Indicadores Motivacionais

Um indicador abrangente de motivação que integra motivação de aproximação/repulsa com disposição a pagar oferece uma estrutura poderosa para entender processos de decisão do consumidor. A motivação de aproximação energiza comportamentos em direção a estímulos recompensadores, enquanto a motivação de repulsa direciona o comportamento para longe de estímulos ameaçadores.

Pesquisas de neuromarketing demonstram que a assimetria prefrontal cerebral correlaciona significativamente com decisões de disposição a pagar, onde maior ativação prefrontal esquerda indica motivação de aproximação e maior disposição para pagar por produtos. Este indicador captura a interação dinâmica entre respostas emocionais imediatas e avaliação econômica deliberativa, fornecendo uma métrica que reflete tanto a direção motivacional quanto o comprometimento econômico quantificado. Além disso, considera diferenças individuais na sensibilidade motivacional: consumidores com maior sensibilidade de aproximação demonstram maior disposição a pagar por produtos alinhados aos seus objetivos, enquanto aqueles com tendências de repulsa ou afastamento mais fortes mostram menor disposição quando produtos estão associados a riscos potenciais. Esta integração da psicologia motivacional com comportamento econômico cria uma compreensão mais refinada das preferências do consumidor.

3. Experiência Estética

A Experiência Estética Olfativa relacionada a Perfumes representa a forma como o cérebro transforma as propriedades químicas da fragrância em uma sensação de beleza, prazer e bem-estar, indo muito além da simples constatação de um cheiro bom. Relaciona-se a uma forma que envolve emoções estéticas específicas, despertadas pelas qualidades sensoriais e cognitivas das fragrâncias, diferentes das emoções básicas voltadas para objetivos pessoais. Essas emoções estéticas são relacionadas ao estímulo e desencadeadas pelas propriedades estéticas do perfume em si, não por resultados utilitários.

Os fatores de sensualidade refletem a importância única do perfume e olfação na interação social, particularmente em comportamentos reprodutivos e atração sexual. Esta estrutura captura como as propriedades estéticas dos perfumes geram respostas emocionais complexas que transcendem simples preferências, envolvendo experiências estéticas profundas que integram percepção sensorial, processamento cognitivo e resposta emocional.

4. Memória Olfativa

A memória olfativa representa uma forma única de memória sensorial caracterizada por uma via neural direta ao sistema límbico, contornando o processamento cognitivo tradicional para acessar imediatamente centros emocionais como amígdala e hipocampo. Diferente de outros sentidos que passam pelo tálamo, as moléculas odoríferas se ligam a receptores específicos na cavidade nasal, gerando sinais elétricos que viajam diretamente ao bulbo olfativo e depois aos centros de memória e emoção. Esse caminho direto explica por que memórias olfativas mantêm mais de 80% de sua intensidade emocional mesmo após um ano, comparado aos 50% das memórias visuais após apenas três meses. O processo de consolidação envolve a ativação da proteína quinase A e fosforilação CREB, criando associações duradouras entre aromas e experiências emocionais. A neurogênese adulta no bulbo olfativo permite flexibilidade contínua na formação de novas associações, enquanto preserva memórias antigas. Esta neurobiologia única permite que estratégias CATA com termos emocionais como Bem-Estar, Nostalgia e Luxo capturem efetivamente o mapeamento multidimensional das associações emocionais e conceituais de fragrâncias. A familiaridade com notas olfativas específicas intensifica essas associações, tornando o indicador uma ferramenta poderosa para avaliar como conceitos emocionais são codificados na memória olfativa individual, aproveitando a capacidade excepcional do olfato de preservar e evocar experiências emocionais com extraordinária fidelidade.

5. Indicadores comportamentais de preferência de Compra

Um indicador comportamental poderoso do potencial de mercado de uma fragrância emerge quando um consumidor não apenas expressa alta disposição para usar a fragrância diariamente, mas também demonstra forte intenção de compra, tanto para si mesmo quanto como presente, combinada com a prontidão para substituir seu perfume atual pela nova opção, e finalmente a seleciona dentre quinze fragrâncias concorrentes, incluindo best-sellers estabelecidos. Esta medida composta captura estágios progressivos da jornada de decisão, desde atitude favorável e motivação de uso pessoal até utilidade social como presente, propensão à troca de marca e comprometimento final através da escolha, fornecendo um sinal refinado de genuína adoção do produto e potencial de lealdade, ao invés de mero interesse experimental.

QUADRO RESUMO - Descrição dos Macro- indicadores

3. Resultados

Explicação da seção

Aqui será apresentado o quadro comparativo do NeuroScore dos 10 perfumes internacionais que são líderes de mercado brasileiro. A mediana desses valores, denominaremos Benchmark (valor central).

Análise dos Macro-indicadores

Antes de analisar cada macroindicador individualmente, é importante compreender a lógica estrutural do Neuroscore: ele é uma síntese ponderada de cinco dimensões que capturam diferentes camadas da relação entre o consumidor e a fragrância, desde as respostas fisiológicas mais imediatas até as intenções comportamentais mais elaboradas. Cada eixo do pentágono representa um macro-indicador distinto, composto pelos indicadores específicos relacionados a este macro-indicador.

Análise Individual por Perfume

1o Lugar: J’adore - Dior | Neuroscore: 3,792

J'adore lidera o ranking com ampla margem, superando a mediana em +0,290 pontos. Sua força é distribuída de forma consistente: lidera em Preferência Comportamental (4,556) e Experiência Estética (4,667), os dois maiores escores absolutos de todo o benchmark e empata em segundo lugar em Memória Olfativa (4,111). Sua Motivação é a mais alta do conjunto (2,805), e sua Resposta Emocional, embora abaixo da mediana (2,822), é compensada pelo desempenho excepcional nos demais eixos.

Comparativo com o Benchmark:

Nenhum outro perfume se aproxima do J'adore em Preferência e Experiência Estética simultaneamente. É o único que combina alta Motivação com alta Experiência Estética, configurando o perfil mais completo do grupo.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

A alta Experiência Estética indica que o perfume ativa circuitos de processamento hedônico profundo, possivelmente via córtex orbitofrontal e ínsula, gerando emoções estéticas complexas que vão além do simples agrado. A alta Preferência reforça que essa experiência se converte em intenção de compra e disposição de substituição de marca. A combinação J'adore é um caso exemplar de como estética e motivação se retroalimentam.

Implicação Estratégica:

A fragrância do perfume J'adore deve ser posicionado como o padrão-ouro do benchmark feminino. Para uma fragrância do cliente competir nesse nível, é necessário elevar simultaneamente Experiência Estética e Preferência Comportamental, pois esses dois eixos são os maiores diferenciadores de J'adore frente ao restante do grupo.

Lançado, em 1999, com uma campanha que o associa à cor dourada, presente em sua embalagem, em uma estética de grande beleza e clareza, com uma mulher escalando suavemente por panos dourados, em movimentos de arte circense em tecido acrobático, até sair no topo de uma construção dourada com uma assinatura: o único caminho é para o alto: o futuro é de ouro.

As características de sua composição e posicionamento garantiram a esse perfume da Dior, manter-se por muitos anos como o importado mais vendido do país e, mesmo após quase 3 décadas de seu lançamento, figura entre os 10 mais vendidos, em um mercado onde a maioria esmagadora dos lançamentos não se mantem nas prateleiras por mais de 2 anos.

O alto Neuroscore desse clássico da perfumaria, especialmente para o indicador de experiência estética, mostra que, além do potencial comercial, a fragrância apresenta um elevado potencial de longevidade devido à qualidade da experiência sensorial despertada por sua composição, aliada a uma comunicação em completa harmonia com a percepção inconsciente dos consumidores.

2° Lugar: Idôle - Lancôme | Neuroscore: 3,740

Idôle é a segunda fragrância mais bem posicionada, +0,238 pontos acima da mediana. Destaca-se como a fragrância com maior Resposta Emocional absoluta (3,208) do benchmark, liderando esse eixo com folga. Empata no topo em Experiência Estética (4,5) e Memória Olfativa (4,111). Sua Motivação (2,548) é moderada e constitui sua principal lacuna relativa.

Comparativo com o Benchmark:

Idôle supera J'adore em Resposta Emocional, mas perde em Motivação e Preferência. Trata-se de uma fragrância que impacta emocionalmente com intensidade, mas não converte essa emoção em intenção de compra com a mesma eficiência.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

A alta Resposta Emocional combinada com Motivação moderada pode indicar que a fragrância produz forte ativação do sistema límbico, especialmente amígdala e hipocampo, sem necessariamente engajar o sistema de recompensa mesolímbico de forma robusta. Emoção intensa sem motivação proporcional é um padrão que pode resultar em admiração sem conversão em compra.

Implicação Estratégica:

Para Idôle, a estratégia prioritária é converter impacto emocional em motivação de compra, possivelmente via comunicação que fortaleça o senso de identidade e pertencimento à marca, ativando o Sistema de Ativação Comportamental (BAS) de Gray.

Esta fragrância foi lançada em 2019 e, mesmo com o impacto sofrido pelo varejo mundial em 2020, com a pandemia de coronavírus, já no ano de 2021, Idôle alcançou a quarta colocação no ranking de perfumes importados femininos mais vendidos e manteve-se, desde então, entre os top 10.

O perfume rivaliza diretamente com o fenômeno Libre, de Yves Saint Laurent (também do grupo L'Oréal).

Enquanto Idôle aposta em um conceito de "clean girl aesthetic" (rosa, jasmim e almíscares limpos), um estilo sofisticado “sem fazer esforço”, e no frasco mais fino do mundo, o Libre trouxe um apelo floriental opulento e uma tração avassaladora nas redes sociais (TikTok).

3° Lugar: Scandal - Jean Paul Gaultier | Neuroscore: 3,543

Scandal situa-se +0,041 pontos acima da mediana, com perfil bem equilibrado: Motivação moderada-alta (2,684), Preferência e Experiência Estética alinhadas à mediana. Não lidera nenhum eixo, mas apresenta consistência em todos — um perfil de "fragrância completa" sem pontos cegos críticos.

Comparativo com o Benchmark:

Scandal ocupa uma posição intermediária sólida. Sua família Chipre Floral com notas gourmets, confere sofisticação que se reflete na Experiência Estética (4,333), enquanto sua Motivação, acima da média do grupo, sugere boa propensão à compra.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

Fragrâncias do grupo Chipre tendem a ativar associações simbólicas de sofisticação e controle, o que pode explicar a combinação de Motivação acima da mediana com Experiência Estética elevada. O padrão é consistente com perfis de consumidoras com alta sensibilidade ao reforço apetitivo.

Implicação Estratégica:

Scandal pode ser usado como referência de equilíbrio multidimensional. Para fragrâncias que queiram competir nesse espaço, a estratégia é garantir que nenhum indicador caia significativamente abaixo da mediana, mesmo que nenhum lidere isoladamente.

Lançado em 2017, consolidou-se, rapidamente, entre os mais vendidos no mundo e, no Brasil, tornou-se uma febre de proporções massivas. O consumidor brasileiro de perfumes importados tem uma inclinação cultural histórica por fragrâncias marcantes, com notas doces e de alta fixação, requisitos que Scandal preencheu perfeitamente.

O equilíbrio de seus indicadores no Neuroscore demonstra o poder sensorial das fragrâncias, quando em harmonia com a imagem transmitida pela marca em seu frasco ousado e irreverente simbolizando a personalidade olfativa criada com motivação acima da mediana e experiência estética elevada.

4° Lugar: Lady Million - Paco Rabanne | Neuroscore: 3,534

Lady Million supera levemente a mediana (+0,032), com destaque para a Motivação (2,580), acima da mediana e entre as mais altas do benchmark e Preferência (4,111) acima da mediana. Sua Resposta Emocional (2,980) e Memória Olfativa (3,667) são próximas ao referencial.

Comparativo com o Benchmark:

Lady Million distingue-se de perfumes similares em Neuroscore por sua Motivação mais robusta, sugerindo que, apesar de não gerar a emoção mais intensa, consegue converter interesse em disposição de compra.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

A relação Motivação × Preferência é positiva, indicando ativação prefrontal esquerda consistente, sinal de que o perfume engaja o Sistema de Ativação Comportamental (BAS), energizando comportamentos de aproximação e intenção de compra.

Implicação Estratégica:

Lady Million representa o padrão de "motivação como diferencial": fragrâncias com Neuroscore mediano podem superar concorrentes em conversão de vendas quando a Motivação é consistentemente elevada.

Lançado em 2010, com o objetivo de replicar, no mercado feminino, o sucesso de One Million, lançado em 2008, no mercado masculino, a nova fragrância da marca do grupo Puig atingiu os objetivos comerciais destacando-se com alta vendagem no mercado global e nacional.

Um perfume floral branco opulento (jasmim e néroli) com a nota doce frutada da framboesa e nota gourmet de mel com a sensualidade do patchouli, transmite características comercialmente coerentes: marcante e sensual, mas com frescor suficiente para não sufocar.

Tais características encontram total coerência com o Neuroscore destacado no indicador de Motivação (2,580), acima da mediana, e entre as mais altas do benchmark e Preferência de compra também alta (4,111), demonstrando o alto potencial comercial da fragrância nos testes, in blind, do Neuroscore.

5° Lugar: Libre EDP - Yves Saint Laurent | Neuroscore: 3,458

Escreva seu texto aqui...Libre situa-se -0,044 abaixo da mediana, com Preferência e Experiência Estética acima do referencial (4,333 e 4,5, respectivamente). Contudo, sua Motivação (2,142) é a segunda mais baixa do benchmark, e sua Memória Olfativa (3,444) é a menor de todo o grupo.

Comparativo com o Benchmark:

Libre é um caso de alto potencial estético com baixa conversão motivacional. A fragrância agrada e encanta, mas não desperta o impulso de compra com a mesma intensidade, o que limita seu Neuroscore final. Fragrâncias deste perfil demandam um investimento maior em comunicação e construção de marca para incentivar a experimentação e despertar a compra por outros elementos do marketing mix, como distribuição e promoção.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

A baixa Memória Olfativa sugere que o perfil olfativo de Libre não está bem consolidado nas redes de memória dos participantes, pode-se atribuir este desempenho à presença marcante do acorde fougére em sua composição, normalmente utilizado na perfumaria masculina. Lançado em 2019, Libre é exemplo de quebra bem-sucedida de padrões ao construir um perfume feminino com o fougére, um elemento marcante da perfumaria masculina.

Fragrâncias com baixa familiaridade mnemônica tendem a processar olfativamente de forma mais "cognitiva" e menos "emocional-intuitiva", o que pode suprimir tanto a Motivação quanto a Resposta Emocional.

Implicação Estratégica:

Para Libre, aumentar a exposição e o reconhecimento da fragrância no público-alvo é fundamental. Estratégias de sampling intensivo e comunicação de marca com narrativa olfativa clara podem construir familiaridade e, consequentemente, elevar Motivação e Resposta Emocional ao longo do tempo.

Novamente, observa-se a força do indicador de Experiência Estética (4,5) nos perfumes de alta vendagem, neste caso, ainda, aliado a um alto índice de Preferência de compra, levando o perfume ao top 5 do mercado de importados no Brasil, mesmo se tratando de uma fragrância com baixa memória olfativa, demonstrando que quando bem construída, oferecendo uma alta experiência estética, com posicionamento marcante, uma fragrância pode ser disruptiva e chegar ao padrão de alta vendagem do país.

. 6° Lugar: La Vie Est Belle EDP — Lancôme | Neuroscore: 3,440

La Vie Est Belle tem o 6º melhor Neuroscore geral, mas apresenta a menor Motivação do benchmark (2,158) — uma lacuna crítica para um perfume de tão alta penetração de mercado, o que pode ser explicado por sua Experiência Estética (4,167), Memória Olfativa (4,111) e, ainda, seu indicador de Preferência de Compra serem altamente positivos, formando um conjunto estável de bons indicadores somados a uma apresentação ao consumidor primorosa em todos os seus elementos do Marketing Mix. Outro ponto a ser destacado é que La vie est belle é a primeira fragrância em memória olfativa, acima da mediana do Neuroscore para este indicador, demonstrando a sua forma como referência de caminho olfativo de sucesso no mercado.

Comparativo com o Benchmark:

O resultado de La Vie Est Belle é interpretado à luz do fenômeno de saturação por overexposure: perfumes de altíssima penetração no mercado tendem a sofrer compressão em indicadores hedônicos e motivacionais em pesquisas com usuários regulares, por familiaridade excessiva que reduz o "pico de novidade" da experiência.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

A baixa Motivação, combinada com boa Experiência Estética, sugere que os participantes reconhecem e apreciam o perfume sem, contudo, sentir o impulso de aproximação ativa, padrão compatível com saturação de mercado, onde o perfume se torna "invisível" emocionalmente por excesso de exposição e tendem a se manter com bons níveis de venda pela fidelidade dos apaixonados pela marca e pelo reconhecimento construído.

Implicação Estratégica:

Para uma fragrância que busca competir nesse espaço, o dado de La Vie Est Belle é paradoxalmente positivo: todo líder de mercado está vulnerável à saturação e uma nova fragrância com maior frescor motivacional pode capturar consumidoras em busca de renovação. Por esta razão, torna-se imprescindível a manutenção de boa comunicação e estratégias de fidelização do consumidor.

7° Lugar: 212 VIP Rose - Carolina Herrera | Neuroscore: 3,337

212 VIP Rose situa-se -0,165 abaixo da mediana, com a menor Preferência de compra do benchmark (3,444), o ponto mais crítico de seu perfil. Sua Resposta Emocional (3,105) é acima da mediana, o que cria uma dissociação entre impacto emocional e intenção de compra.

Como o 6º perfume feminino mais vendido no Brasil, entre os importados, 212 VIP Rose foi lançado em 2014, com a missão de oferecer uma opção com maior frescor à linha 212, já consagrada no país, capaz de competir com uma nova tendência de florais adocicados que começava a desenhar a década.

Segundo maior indicador de memória olfativa demonstra, também, uma correlação inversa entre memória e experiência estética (6º). Despertando a possibilidade de que, após certo período na lista dos mais vendidos, um perfume tende a gerar centro “desencantamento” e diminuição de sua capacidade de engajar novos consumidores.

Comparativo com o Benchmark:

É a fragrância com maior gap entre Resposta Emocional e Preferência do grupo, sugerindo que o impacto emocional não se traduz em desejo de aquisição. Esse padrão é comum em fragrâncias que polarizam, agradando muito a alguns, mas afastando outros.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

Alta Resposta Emocional com baixa Preferência pode indicar que a fragrância desperta reações intensas, mas com distribuição de valência heterogênea — parte dos consumidores respondendo positivamente e parte negativamente, o que comprime a média de Preferência.

Implicação Estratégica:

212 VIP Rose pode se beneficiar de segmentação mais precisa do público-alvo, comunicando para o nicho que responde positivamente à sua intensidade emocional, em vez de buscar apelo massivo.

8° Lugar: Good Girl EDP — Carolina Herrera | Neuroscore: 3,304

Good Girl situa-se -0,198 abaixo da mediana, com a menor Resposta Emocional do benchmark (2,582), o pior resultado nesse eixo. Sua Motivação (2,578) é relativamente alta e sua Experiência Estética (4,25) é positiva, criando um perfil de interesse sem prazer emocional robusto.

Comparativo com o Benchmark:

Good Girl é um caso onde a potência simbólica da marca (comunicação de poder e sensualidade) parece não se traduzir em experiência emocional equivalente na exposição olfativa cega. A dissociação entre Motivação (acima da média) e Resposta Emocional (última posição) é a mais expressiva do benchmark.

Como indicador positivo, Good Girl apresenta o 4º melhor número para Experiência Estética, demonstrando, mais uma vez, a força desse indicador para na percepção de uma fragrância pelo consumidor.

Lançado em 2016, Good Girl representou um estrondoso sucesso desenhado para ser o maior lançamento da história da grife. Com seu frasco emblemático, em formato de salto agulha azul-da-noite, com o salto fino em dourado, quebrou todas as regras de engenharia de frascos da época e tornou-se o maior chamariz de vendas do varejo físico.

Combinando o conceito de “é bom ser má”, o perfume tornou-se um ícone mundial com posicionamento arrojado e cativante.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

Motivação elevada com baixa Resposta Emocional pode refletir o peso da identidade de marca na disposição de compra, os consumidores estão motivados pela narrativa de Good Girl, mas a experiência olfativa pura não sustenta essa motivação com prazer hedônico equivalente. Em contexto de exposição cega, sem o suporte visual e simbólico da embalagem e da publicidade, a fragrância perde parte de sua força.

Implicação Estratégica:

Good Girl demonstra que a marca sustenta a motivação mais do que a fragrância em si, um risco estratégico em mercados onde o consumidor tem acesso à experimentação cega. Para um novo lançamento, concorrente nesse espaço, o diferencial deve ser a superioridade olfativa, não apenas o apelo comunicacional.

Outro ponto a destacar é que o baixo Neuroscore pode representar uma maior dificuldade para se manter como um sucesso longevo no mercado, como a fragrância de J´Adore, abrindo caminho para outros perfumes, com força de marca tão intensa quanto, mas combinada com uma fragrância que entregue uma maior Experiência Estética e Preferência de compra.

9° Lugar: Sì - Giorgio Armani | Neuroscore: 3,269

Sì situa-se -0,233 abaixo da mediana, entre os três últimos do ranking. Seus pontos mais críticos são a Memória Olfativa (3,222), empatada com a mais baixa, e a Preferência (3,667), abaixo do referencial. Sua Resposta Emocional (2,929) e Experiência Estética (4,083) são razoáveis.

Sì, de Giorgio Armani, lançado em 2013, marcou uma virada histórica no portfólio feminino da marca que estava fortemente associada ao frescor aquático do clássico Acqua di Gioia ou da sensualidade noturna de Armani Code. Si foi criado para ocopar um espaço de uma perfumaria elegante capaz de competir diretamente com os grandes do mercado na época.

Com o slogan "Sì to Dreams, Sì to Freedom, Sì to Myself", personificado pela elegância da atriz Cate Blanchett, o perfume tornou-se um marco comercial. Já nos anos seguintes ao lançamento, consolidou sua presença no Top 10 global e brasileiro.

Comparativo com o Benchmark:

Sì compartilha com Olympéa a posição de menor Memória Olfativa e menor Preferência do grupo, indicando fragilidade estrutural no processamento mnemônico-emocional junto à amostra brasileira.

Sua pirâmide olfativa colabora para a baixa posição em memória olfativa, um Chipre moderno que com um perfil olfativo licoroso, sua formulação ousou com notas adocicadas combinadas, ainda, flores leves e madeiras, demosntarndo, mais uma vez que um perfume disrruptivo olfativamente pode ter seu espaço na preferência do consumidor.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

A baixa Memória Olfativa indica que o perfil olfativo do Sì não ativa com eficiência as redes de memória consolidadas na amígdala e no hipocampo dos participantes. Isso impõe um processamento mais cognitivo e menos emocional-intuitivo, suprimindo a fluidez da experiência e a intenção de compra espontânea.

Apresentando bom indicador para Experiência Estética, demonstrando, mais uma vez, a importância desta variável na percepção do consumidor.

Implicação Estratégica:

Para competir nesse espaço, é necessário fortalecer os âncoras mnemônicas da fragrância, elementos olfativos familiares ao repertório sensorial brasileiro que facilitem o reconhecimento e a associação emocional imediata.

10° Lugar: Olympéa - Paco Rabanne | Neuroscore: 3,259

Olympéa é a última colocada do benchmark, com Neuroscore -0,243 abaixo da mediana. Seus principais pontos críticos são a Motivação (2,266), a terceira mais baixa, e a Memória Olfativa (3,222), empatada com a mais baixa do grupo. Sua Experiência Estética (4,25) é positiva, mas não compensa as lacunas nos demais eixos.

Lançado em 2015, Olympéa de Rabanne teve por objetivo ser o correspondente feminino do sucesso em vendas da perfumaria importada masculina, o Invictus (2013), a ideia foi manter a estética de triunfo, mitologia e poder, mas com uma assinatura olfativa completamente disruptiva para a época. Tem uma boa Experiência Estética e, como esperado, baixo indicador de memória olfativa, demonstrando a característica de diferenciação olfativa.

Comparativo com o Benchmark:

Olympéa é o único perfume que combina Motivação baixa, Preferência baixa e Memória Olfativa baixa simultaneamente, o perfil mais fragilizado do benchmark em termos de potencial de mercado. Mostrando, mais uma vez, o quanto o consumidor valoriza a Experiência Estética de uma fragrância, pois apesar de indicadores gerais abaixo da mediana do Neuroscore top 10 perfumes importados femininos, o Olympéa apresenta bom desempenho em vendas atendendo ao desejo do consumidor por um experiência olfativa capaz de despertar sensação de beleza, prazer e bem-estar.

Interpretação Psicofisiológica e Comportamental:

O padrão de Olympéa: boa Experiência Estética com fraca Motivação e Memória, pode refletir uma fragrância que agrada no momento da exposição sem criar vínculos emocionais duradouros. A via olfativa direta ao sistema límbico não está sendo plenamente acionada, o que gera processamento mais superficial da experiência.

Implicação Estratégica:

Olympéa evidencia que Experiência Estética isolada não garante potencial comercial. Para fragrâncias nesse espaço, a recomendação é investigar quais notas olfativas criam maior ancoragem mnemônica junto ao público brasileiro e reformular a estratégia de comunicação para fortalecer o vínculo emocional de longo prazo.

Síntese da Avaliação de Macro-Indicadores

A leitura integrada dos dados revela que a Experiência Estética é de suma importância, mas não suficiente para garantir alto Neuroscore. Os perfumes líderes e longevos na preferência do consumidor combinam consistentemente Estética elevada com Motivação e Preferência acima do referencial configurando o padrão que qualquer nova fragrância deve aspirar para competir com excelência no mercado feminino premium brasileiro.

Apesar da apresentação em ranking do mais alto Neuroscore para o mais baixo entre os 10 perfumes importados mais vendidos, a variação do Neuroscore do primeiro colocado para o décimo, foi de apenas 0,29 pontos (de 3,792 para 3,502), ou 5,8%, demonstrando que a metodologia desenvolvida atingiu seu objetivo de determinação dos padrões neurossensoriais de sucesso que ditam as escolhas e preferências de consumo no Brasil.

E, ainda, nos testes com fragrâncias ainda não lançadas estão sendo constatadas variações muito mais elevadas e, para aquelas com baixo Neuroscore, estão sendo apresentadas orientações de ajustes para elevação dos indicadores mais relevantes segundo as percepções neurossensoriais dos consumidores.

O Neuroscore se mostra com um enorme potencial para ajudar Perfumistas a ajustarem e melhorarem suas fragrâncias, a profissionais de marketing e vendas para calibrar sua comunicação explorando os pontos fortes cientificamente comprovados de seus produtos, e a Executivos tomadores de decisões de Investimentos baseadas em dados Neurosensorias dos consumidores, diminuindo o risco e aumentando a assertividade de seu portfólio.

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